Projeto

O projeto Palácio do Brejo tem como símbolo principal uma planta asiática chamada Hedychium Coronarium e conhecida como “lírio-do-brejo“. Trazida ao Brasil na década de 80, adaptou-se e se alastrou facilmente em áreas com muitas nascentes, pois ela precisa de muita água para sobreviver.

Em São Paulo, essas áreas, conhecidas como mananciais, ou seja, local onde a água se origina, estão inseridas na Mata Atlântica e formam grande parte do “extremo sul” da cidade.

“Como reconhecimento pela sua importância, os manguezais são considerados hoje Áreas de Preservação Permanente, mesmo assim continuam sendo progressivamente destruídos. A poluição é uma grande ameaça a esse ecossistema, que também sofre com a expansão urbana e industrial. O uso sustentável desse ambiente é fundamental para que ele exerça seu papel ecológico e econômico.”

Monik da Silveira Suçuarana

Vídeo Apresentação do Coletivo Palácio do Brejo

Introdução

O Palácio do Brejo tem realizado intervenções artísticas desde 2015 nos espaços públicos e privados, privilegiando áreas de preservação ambiental, como mananciais e parques localizados na orla da Represa de Guarapiranga e Billings.

O trabalho de investigação artística surge a partir da iniciativa de Raffab Ajá, artista com formação em Artes Cênicas, residente e nascido no Parque Esmeralda (Cidade Dutra), a cerca de 1 km da margem da Represa de Guarapiranga.

Artivismo Ambiental

Em 2016, Raffab Ajá, propôs em assembleia aos pares do Conselho Gestor do Parque Linear Nove de Julho, a Ação de Limpeza da Orla da Represa de Guarapiranga. Além do mutirão, os participantes puderam elaborar cartazes criativos sobre a temática preservação do meio ambiente.

Em 2018, o Coletivo Palácio do Brejo realizou a peça teatral “Dê Lírios do Brejo – A Essência“, no centro eco-cultural “Casa Ecoativa“. A performance contou com trechos do livro “Narrativa de uma couve na horta e outros contos”, de Álvaro Dias Cuba, e com o “lixo comum” que os integrantes recolheram no dia da apresentação ao redor do local. Somado a isso, no final da encenação, os performers ofereceram ao público garrafas contendo chá de lírio-do-brejo e de capim-santo.

Dados Sustentáveis

Entre os temas para a discussão da sustentabilidade, está o descarte incorreto dos resíduos. O processo começa pela separação do que é reutilizável, reciclável, matéria orgânica e resíduo tóxico. O “Índice de Sustentabilidade Urbana – Edição 2020“, aponta que a “destinação correta – aterro sanitário” de todo “lixo domiciliar” no Brasil é de 58,79% para a Região Sudeste, de 86,04% para a Região Sul, e de 13,86% na Região Nordeste do país.

Quando o assunto é a reciclagem desse material (papel, plástico, vidro e metais), a Região Sudeste do Brasil recicla apenas 4,03%, enquanto a maior cobertura é da Região Sul com 7,66%, e a pior, da Região Norte do país, com 0,41%.

O Brasil é o 4º país do mundo que mais produz lixo plástico, aponta o levantamento realizado pelo WWF. Apenas 1,28% do plástico é reciclado. A média global é de 9%.

Em São Paulo, esse plástico vai parar nos rios, canais e represas. No relatório WWF 2019 “Solucionar a Poluição Plástica: Transparência e Responsabilização”, sugere que grupos da sociedade civil trabalhem em conjunto com indústrias e governos para identificar soluções sistemáticas que previnam consequências negativas ambientais e sociais.


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